Certidão digital? Primeiro bebê é registrado via Blockchain no Brasil

Uma criança nascida em 8 de julho teve sua certidão emitida pela rede Notary Ledgers, usando tecnologia blockchain da IBM, que inicialmente era para ser apenas um teste.

Álvaro de Medeiros Mendonça nasceu no Rio de Janeiro, e uma pessoa da equipe de parto declarou o horário na ferramenta da Groth Tech – que utiliza o sistema de blockchain da IBM – depois, o pedido de registro foi feito e a identidade digital da criança foi criada com a validação de dados pessoais e reconhecimento facial.

Para que o registro fosse possível, a empresa Notary Ledgers, da Grow Tech, fez uma parceria com o 5º Registro Civil de Pessoas Naturais da Cidade do Rio de Janeiro e o hospital onde o parto foi realizado, a Casa de Saúde São José, hospital na Zona Sul da cidade, onde Álvaro nasceu – a Notary Ledgers é uma plataforma que justamente fornece serviços de cartório através da tecnologia de blockchain da IBM.

O teste piloto foi realizado durante três dias, e a ferramenta demora, no máximo, 15 minutos para emitir a certidão, de acordo com o CEO da Growth Tech, Hugo Pierre.

“Embora algumas maternidades já possuam unidades de cartório, a emissão não é algo simples”, disse Pierre. “Em muitas situações, o pai precisa enfrentar filas que chegam a durar 4 horas, principalmente em hospitais públicos, com grandes números de nascimentos por dia”, explicou.

No momento, a ideia é expandir o serviço e oferecer para mais maternidades. Caso tenha grande número de aceitações, a companhia pensa em oferecer registro de imóveis e certidões de casamento, que também não são tarefas fáceis no país.

– Fonte: Canal Tech

Lançamento da ferramenta inteligente de queda de preço para e-commerces já faz sucesso.

Social Miner, plataforma de People Marketing do grupo E-Commerce Brasil, lançou essa semana uma ferramenta inteligente de queda de preço para e-commerces. A startup, que usa machine learning e big data para ajudar e-commerces a vender mais, desenvolveu uma solução que mistura tracking do comportamento de compra do consumidor com estratégia de pricing.  

O objetivo da nova ferramenta, batizada de Price Drop, é identificar com quais produtos um consumidor engajou em um determinado período de tempo e, a partir de então, acompanhar a variação de preço desses produtos. Caso o preço caia, o consumidor será notificado.

“Ferramentas de monitoramento de preço existem aos montes no mercado, mas ainda faltava uma solução de marketing que fosse além e entendesse qual o melhor momento e a melhor mensagem para cada consumidor”, explica Felipe Moreno, head de Performance da Social Miner.

Além de conseguir definir o percentual de variação de preço, o varejista também poderá escolher os melhores tipos de campanha para sua estratégia, focando na queda de preço de produtos ou marcas específicas, de categorias – alertando, por exemplo, sobre a variação de preço de notebooks – ou promoções gerais em todo o site.

Outro ponto inovador é que a ferramenta consegue monitorar de forma automática o último preço visto por cada consumidor. Dessa forma, ninguém corre o risco de receber uma campanha inconveniente que anuncie um preço mais alto do que o que já viu para um mesmo produto. “Grande parte das soluções que existem hoje no mercado dependem de XML. Apesar de ser uma solução muito usada, essa tecnologia ainda possui erros e atrasos na atualização, além de estar sujeita  a erros manuais. A gente queria evitar prejuízos para o faturamento do e-commerce e, ao mesmo tempo, garantir uma experiência melhor para os consumidores”, conta Felipe Moreno.

A campanha de queda de preço poderá ser aplicada em  todos os canais off-site da plataforma Social Miner, como e-mail, notificações de Facebook ou notificação Push para Desktop e Mobile.

A Social Miner já trabalha com os maiores players do varejo, como Magazine Luiza, CVC, Submarino Viagens e Natura e está oferecendo um trial dessa nova funcionalidade. Para os interessados em fazer o teste, basta se cadastrar nesse link e conversar com os especialistas da empresa.

@ecommercebrasil

10 anos de iPhone

Há 10 anos, exatamente no dia 29 de junho de 2007, as vendas do primeiro iPhone eram iniciadas nos Estados Unidos. O smartphone da Apple, lançado seis meses antes, já contava com fãs fiéis em filas mesmo em sua primeira edição. Isso provavelmente graças a revoluções que implementou – e que agora parecem coisas banais.

Na apresentação do primeiro iPhone, Jobs brincou inicialmente dizendo que apresentaria um iPod com multitouch (ainda havia muito o foco de “é um iPod com telefone”), um revolucionário celular e um novo sistema de comunicação pela internet. Pouco depois, ficou claro que tudo fazia parte de um produto só, já deixando a plateia espantada.

A reação do público que assistia ao evento na MacWorld 2007 é hilária em alguns pontos atualmente. Os espectadores se espantam e admiram, por exemplo, quando Jobs passa o dedo pela tela para desbloquear o telefone – como é em todos atualmente. O mesmo ocorre quando o cofundador da Apple desliza pela tela para ver a lista de músicas.

Quando Steve Jobs mexe na galeria, então, o espanto foi geral. Primeiro, quando ele simplesmente gira o celular para mostrar a foto em modo retrato ou paisagem – e ela simplesmente se adequa à tela. Surpresa maior só quando os deds são usados em formato de pinça para dar zoom na imagem. Quem diria, né?

Pensando com a mente atual, os espantos do público com coisas banais parece incrível. Mas, se você tem mais de 15 anos, tente lembrar como eram os “smartphones” antes do iPhone. Pois é, a perplexidade de todos com o que foi apresetado era bastante justificável.

Jobs até tirou sarro de rivais

Na apresentação, o ex-CEO da Apple ainda tira sarro de celulares da época. Alguns deles já eram chamados de “smart”, mas Jobs cita que parecem bebês em comparação com a capacidade do iPhone. No fim das contas, estava certo.

Houve espaço para brincadeira com teclados físicos e botões físicos (“se você tem uma ideia brilhante daqui a seis meses, não tem como mudar”, disse Jobs). Até a caneta Stylus foi ironizada (“quem quer uma?”). Para tristeza de Jobs, a Apple lançou nos últimos anos sua caneta própria para ser usada em iPads.

O curioso é que o primeiro iPhone teve exaltações à parceria com o Google para o aplicativo (na época chamado só de “widget”) de mapas e para buscas. Até o CEO do Google na época, Eric Schmidt, subiu ao palco. Ironicamente, a empresa criaria mais tarde o Android, que se tornou o grande rival do sistema operacional do iPhone.

E olha que durante a conferência Jobs exaltou, para delírio da plateia, que havia patenteado a tecnologia de multitouch. Não adiantou muito e todos os celulares futuros passaram a ser no molde do iPhone – mas isso rendeu processos milionários de violações de patentes, como o movido pela Apple contra a Samsung.

Filas, elogios e críticas desde o primeiro dia

Da mesma forma, havia filas de pessoas acampadas em frente a lojas da Apple para conseguir testar o primeiro celular. Os pouco testados até então, contudo, não ficaram imunes a críticas.

Na época, jornalistas citaram que “o iPhone é incrível” e merece a atenção recebida, mas “não é perfeito”. Entre os defeitos, são citadas a falta de um cartão de memória (a Apple se recusa a colocar até hoje, ao contrário das concorrentes) e o fato de não ter conexão móvel 3G – ele era apenas 2G e isso tornava a conexão móvel bem lenta.

Com críticas ou não, o iPhone rapidamente revolucionou o mundo e transformou a vida digital – o ambiente móvel cada vez mais obteve avanços e ganhou campo em relação ao desktop. Para a Apple, foi o gatilho final para tirar a companhia de nichos e ficar na boca do povo com produtos de bens de consumo – algo que já havia sido iniciado com o também revolucionário iPod.

@tecnologiauol